segunda-feira, 16 de abril de 2007

A Menina e a Flauta

Havia uma garota que morava em um pequeno vilarejo no interior dos Alpes. Uma menina sonhadora, que imaginava ter um futuro maravilhoso como flautista...
Seu sonho começou quando o avô dela, que era carpinteiro, esculpiu em madeira de lei uma pequena flauta para ela, em seu sexto aniversário.
"Obrigada, vovô!!!!!" Respondeu a garotinha com lágrimas nos olhos, porque nunca tinha visto coisa tão bonita na vida, nem os lagos de água límpida, nem as neves que tocavam os céus, nem os dentes-de-leão a voar pelos ares ao sopro da mínima brisa. "Nunca mais me separarei dessa flauta!!"
Com o tempo, a menininha foi aprendendo a tocar sua flauta. No começo, ela se chateava, pois ela se apresentava para qualquer desconhecido que passava pelas estradas da região, porém todos riam de sua música desafinada.
Mas, passaram-se dias... meses... até que somaram dois anos e ela já completava oito anos...
Ela tocava feliz pelas estradas da região quando um jovem apareceu por detrás de um arbusto, como se estivesse interessado nela, no que ela fazia. "Oras, então é apenas uma pequen garotinha?!" Disse o rapaz, olhando desconcertado para a pequena figura à sua frente.
Sentindo-se ofendida, a garotinha, fez que sim, mas com o rosto fechado, dizendo: "Eu sei que não toco bem, mas eu toco com alegria, é isso que importa! Foi o que meu vovô me disse!"
De sobresalto, o garoto, agora, estava já dando um passo a frente e disse: "Então seu vovô é muito esperto!"
"Sim!! Foi ele quem fez essa flauta pra mim!!"
"Então seu avô faz flautas?"
"Não... ele é carpinteiro!" A menina muda de feição e com um tom interessado, pergunta: "Por quê? Você também quer uma flauta?"
"Eu não vou mentir pra você, que é uma menina tão bonitinha..." Ela sorriu e corou. "Estou interessado nessa flauta em especial..."
A menina que já se sentia à vontade conversando com o jovem, abraçou a flauta e deu dois passos para trás. "Não!! Essa é minha!! Se quiser pede pro vovô!!"
O rapaz, impaciente, usa um recurso que ele esperava não ter de usar: "Eu posso te dar o que você quiser... Eu te dou até outra flauta..."
A menina, então, fica pensativa por um tempo.
"Façamos o seguinte." O rapaz disse, então. "Eu passarei aqui amanhã de novo, com uma flauta novinha!"
Os olhos da menina brilharam! Tanto quanto da vez em que ganhara a flauta do avô! "Tá bom!!!! Até amanhã, então!!"
Quando ela chegu em casa, mais tarde, estava tão alegre que seus pais perguntaram qual o motivo de tamanha felicidade. "Amanhã eu vou trocar minha flauta por uma mais nova!!"
O pai deu um pulo na cadeira de onde tomava seu caldo. A mãe deixou cair um prato enquanto o secava perto à pia.
Ambos olharam fixo para ela, que, como que por encanto, se sentiu diminuída, bem pequenina. E sua voz quase não saiu quando perguntou: "O que foi? Por que vocês estão bravos?"
Os pais explicaram a ela que esta flauta não podia ser trocada por uma outra flauta, nem por uma orquestra inteira, nem por todas as orquestras do mundo, muito menos o dinheiro que pagaria todas as orquestras.
Ela não entendia o porquê disso.
"É porque é herança!" Disse o pai. "O que é da família continua na família!" Disse a mãe, que completou: "Ainda mais quando é feito por um membro dela!"
"E dado de presente!!" Completou o pai.
"Por isso você não pode vender ou trocar esta flauta! Muito menos deixar o seu avô saber que você quis isso!!"
Ela ficou cabisbaixa. Entendeu o que se passava. Percebeu o erro que ia cometer. Decidiu, então, falar com o avô.
"Vovô? Pode fazer outra flauta igual a essa?"
"Posso, sim, minha querida. Mas por quê?" "É que um moço quis a minha flauta, mas eu não posso dar ela pra ele, pois foi o vovô quem fez... e é herança... e herança não pode ser vendida...."
Enquanto ela falava, o avô percebeu o que ela pensou em fazer, pois nessa idade, as mentiras, grandes ou pequenas, ainda estão bem à mostra nas pessoas de coração puro, como era o dela, por isso ele havia feito a flauta, pois apenas um coração puro consegue extrair um som bonito de tal instrumento. O avô sabia disso. Por isso, respondeu:
"Eu faço outra flauta, sim... mas é para você! Esta flauta velha, já está bem usada, lascada por ter sido derrubada... você precisa de uma nova!"
"Mas a nova era pro moço da estrada!"
O velho sorriu. A ingenuidade dela era grande. "Dê a sua para o moço, ele não vai conseguir tocar tão bem quanto você a tocava..."

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Roteiro Gastronômico de Florianópolis

Ok!! Acabei de voltar de uma viagem maluca que fiz...
Fui até Florianópolis para encontrar pela primeira vez minha namorada... loucura, alguns diriam... eu concordo... mas foi a melhor decisão que já tomei na vida!!

Além de a cidade me trazer o amor, ela me mostrou ser um excelente local para se comer!!
E é sobre isso que gostaria de falar...
Eu tenho uma cotação interna sobre lugares bons para se comer... e não tenho problemas em fazer propaganda gratuita de locais bons...

Comecemos:

Restaurante Comer Bem: a comida é razoável, porém não compensa muito o preço... e se você não for da cidade não vai gastar tempo comendo coisas que você come em sua cidade.... o ambiente é razoável, mas há de se subir um booomm lance de escadas para se chegar até ele...
nota: 3.5 estrelas


Padaria da Família: salgados bons, porém meio frios, até.... preço razoável e café bom, a nota sobe devido aos doces, que são muito bons (faltou só o tiramisu...), ambiente agradável!!
nota: 4 estrelas

Padaria Manhattan 44: ótimo café da manhã, num ambiente com ar condicionado e bom atendimento.... porém de manhã pega muito sol na frente e esquenta demais as mesas...
nota: 4.5 estrelas

Cantina de vinhos Pipas: um ótimo vinho caseiro de preço bem acessível (9,00) e porções generosas de queijos... ambiente aconchegante, onde as mesas são tonéis de vinho... porém em noites quentes, fica abafado...
nota: 4.5 estrelas

Café La Boheme: um bom café para se tomar... há em todos os cantos da cidade, muito bom
nota: 5 estrelas

Pizzaria Papparella: excelente massa!!!! Muito fina e crocante, com recheios generosos!! O preço é alto, mas vale cada centavo! Ambiente muito agradável, com vista para o mar e para o continente, à Beira-Mar.
nota: 5 estrelas

Restaurante Sushimasa: sushi a vontade por 25,00... ambiente muito agradável... yakisoba depois dos sushis e chá verde de cortesia!!
nota: 5 estrelas

Restaurante Maria Farinha: fica na Lagoa, recomendo muito a seqüência de camarão deles!!! Vale a pena!!! E a taça de vinho é servida em taça de conhaque até a boca e custa 4,00!!!! Glorioso!!!
nota: 5 estrelas


São os lugares em que comi quando estive por lá... sem levar em consideração os lugares em shoppings ^_^ mas essa cotação é a minha, cada um tem gosto diferente para as coisas... além disso... lembrem-se sempre que para comer bem também deve ser levado em conta a companhia... e eu tive a melhor que eu poderia querer... ;-)
Um abraço... até a próxima!!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Estória de um Reencontro

Seus poucos pertences estavam acomodados em duas pequenas bagagens: na mochila, encontra-se uma muda de roupa, objetos pessoais de higiene - escova de dente, lâmina de barbear; uma medalha, conseguida por um alto custo. Na caixa, muitas cartas e fotos, uma, em especial, que estava sendo removida para servir de companhia ao rapaz, que a olhava, com os olhos cheios de esperança e ternura, e relembrou....

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O carteiro tocou a campainha, como se acostumou a fazer quinzenalmente naquela pequena casa de portões baixos brancos e sempre abertos à vizinhança tranqüila; gostava de entregar as notícias pessoalmente a uma jovem tão sorridente, ele sabia que o sorriso era devido às notícias trazidas por ele. Nesse dia não foi diferente.
Mal o carteiro pôs-se a continuar seu trabalho, a carta já estava sendo aberta e lida. O sorriso da jovem já não cabia mais em seus lábios. Seu peito ofegante só foi contido antes de explodir pela carta apertada contra ele, como se esta fosse o próprio autor, em pessoa, em suas mãos.

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Voltando de suas memórias, pôs a foto no bolso de sua camisa, perto do coração, verdadeira morada da jovem na foto, tirada a seu lado, nas férias depois do colégio. Tantos planos... todos interrompidos pela chamada a Pátria. Agora é tempo para o recomeço.
Pôs a mochila nas costas, pegou a caixa com as duas mãos, e juntou-se a outros homens, que também iriam, cada um com sua história, retomar suas vidas.

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Ao entrar de volta, correu diretamente para o quarto, em direção à caixa de sapato debaixo da cama. Desamarrou o cordão de maneira quase solene e a abriu, colocou a carta dentro e a fechou da mesma maneira. Imediatamente correu ao banho, e por lá demorou um bom tempo, há tempos não se sentia tão relaxada, finalmente a angústia ia ter um fim.
Saiu do banho e procurou seu melhor vestido. Achou um de chita verde-claro, já conhecido dele, pois foi o vestido usado naquele baile, naquela cidade, naquelas férias...

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O ônibus chegou, motivando um ar de alegria entre os homens naquela tarde. Todos subiram e ocuparam seus assentos. Ele olhou ao redor sorridente: pareciam crianças em dia de excursão, dizendo o que iriam fazer ao chegar aos seus destinos; não sabia e talvez nem quisesse saber o que os outros fariam, mas ele... Tirou a foto do bolso mais uma vez, no momento em que o ônibus partira.

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Olhou o relógio na parede. Assustada, percebeu que perdera tempo demais em suas memórias. Recobrou-se, corada, e terminou de se arrumar, perfumou-se e saiu. Apressada, chegou a tempo de pegar o ônibus no ponto a três quadras de sua casa. Quando entrou, procurou um assento vago: havia um do lado de uma senhora de idade já avançada, com a cabeça encostada no vidro e olhos fechados... Sentou-se. Seu nervosismo, agora, falava mais alto: seus dedos apertavam com força a alça de sua bolsa de cor marrom-clara, aberta constantemente para a retirada de um papel que dizia o número do portão e a hora de chegada. A todo o momento a jovem se inclinava para o lado a fim de enxergar o caminho a ser percorrido pelo ônibus, imaginando o que seu amor iria pensar se esta carta não tivesse chegado a tempo e ela não fosse ao seu encontro...
Logo desistiu de pensar nisso.

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Passado pouco mais de uma hora, o ônibus parou e todos desceram, o rapaz olhou para aquela fortaleza voadora a sua frente. A carona para casa. Ele e seus colegas se entreolharam com um franco sorriso no rosto, enfileiraram-se e puseram a marchar em direção ao avião.

Cada um tomou, mais uma vez, seu lugar, como descrito nas instruções recebidas há uma semana. Uma semana que passou rapidamente, para a alegria daquele rapaz que, por um momento, preocupou-se: será que sua carta chegara a tempo? Logo percebeu que não havia motivo de preocupação, pois ele tinha o número do telefone de sua amada.

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À distância já era possível ver o aeroporto, o que fez seu coração bater mais forte. Agora eram mais freqüentes as tentativas de enxergar o caminho. A senhora a seu lado, como se tivesse um despertador, acordou, pediu licença para a jovem, e ao motorista para que parasse no próximo ponto, já perto, e desceu. A jovem foi para o lado da janela, ia demorar um tempo ainda, pois lá é o ponto final.

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O avião decolou, e depois de umas duas horas de conversa, todos foram dormir exaustos. A emoção era demais até para eles, que enfrentara tanto nesse ano que passou.

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Os minutos mais longos de sua vida se passaram, o ônibus foi ficando cada vez mais vazio. Ao chegar ao aeroporto, apenas ela e um homem de barba e um paletó cinza chumbo carregando uma bolsa, provavelmente contendo sua roupa, desceram, dando lugar aos novos passageiros, recém-chegados à cidade.

A jovem parou por um instante e encarou a porta de vidro na entrada do aeroporto. A última vez que o viu foi a pouco mais de um ano, quando deu seu último beijo. Os dois jovens haviam acabado de descobrir o amor entre eles e já tiveram que se distanciar tão bruscamente. Respirou fundo.

Entrou.

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O rapaz abriu os olhos e viu que muitos companheiros já estavam acordados. Tomaram o último café da manhã dado pelo exército e começaram a descrever as pessoas que estariam no aeroporto esperando por eles: a esposa, os pais, o irmão mais velho, a namorada...

De repente uma voz no alto-falante informa que o aeroporto está próximo e já tem permissão para o pouso. Um grande e coletivo suspiro é expelido pelos jovens, tornando-o audível.

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A moça de vestido verde aperta o passo no momento em que entra no saguão do aeroporto, seguindo diretamente ao balcão de informações.

Logo descobre o desejado: o avião pousará no portão 21, lado oeste, pois não é um vôo de linha. Além disso, ela descobre também que ele já está para pousar.

A jovem, então, sai correndo em direção ao seu encontro. Ela não consegue mais pensar em nada.

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O frio na barriga toma conta dele. Uma mistura: parte a descida do avião, parte a ansiedade de revê-la depois de tanto tempo.

O avião termina as manobras com ele já de pé e com a bagagem em mãos. Quando o compartimento se abre, é o primeiro a descer, andando mais rápido que o de costume, quase derrubando sua caixa de pertences.

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Ao chegar à plataforma, a jovem vai direto à janela, ali estavam mais algumas pessoas, mas ela não se dá ao trabalho de examiná-las, quem ela procura está lá fora.

Pouco depois ela vê um avião militar pousando, fazendo uma manobra para inverter seu sentido e parar. Seu coração pára por um instante ao ver o compartimento de carga ser aberto, voltando a bater quando vê seu amado ser o primeiro a descer e sair andando acelerado em direção ao portão de desembarque.

Alguns segundos depois ela já se encontra à sua espera. É verdade: ele chegou.

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O porão se abre. O rapaz tem como primeira visão do aeroporto uma imagem conhecida: uma linda jovem parada em sua frente em seu vestido de chita verde-claro, ofegante, com um sorriso largo, deixando os dentes à mostra e boca aberta como se querendo dizer algo, mas soltando apenas soluços que misturam riso e choro, este denunciado pelas lágrimas que escorriam por seus olhos claros.

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A jovem não se contém, suas emoções estão a traindo. Ela não sabe se ri ou chora. Acaba por fazer os dois no momento em que o portão é aberto, entrelaçando suas mãos na altura do peito. Ela, então, vê um rapaz conhecido com um sorriso amável em direção a ela, que tenta dizer algo, mas não consegue, ela apenas soluça.

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Ele solta a mala. Ela solta as mãos. Os dois avançam um em direção ao outro. Depois de um ano juntos outra vez, e agora é para o tempo que o amor permitir. Eles desejam que isso dure o tempo que eles viverem.

- Fiquei com medo que a carta não chegasse...

- O que importa é que você chegou...

O casal se beija. Como se estivessem se beijando pela primeira vez, naquelas férias depois do colégio...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

A chuva....

A chuva caiu agora à tarde, levando a temperatura elevada que ameaçava aparecer pela primeira vez em muito tempo.... Foi bem forte... não imaginava que seria tanto... a rua foi lavada com a forte enxurrada, assim como os meus pesares... como gosto de chuva....
Qualquer chuva...
A água caindo, fazendo um barulho gostoso... molhado... ploch, ploch... só de lembrar, me sinto calmo... sonolento quase....

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Um aviso!

Eu demorei para escrever algo aqui, eu sei... acontece que eu não conseguia pensar em nada para colocar aqui... na verdade, eu gostaria de colocar aqui a forma como me sinto em todos estes dias que se passaram até hoje desde o último post...

Bem, sabe aquela pedra imperfeita na rua, quando andamos e vemos uma calçada destruída com o uso? Sabe como é vocÊ parar e olhá-la, examinando... seus ângulos, sua cor, aquela formiga que passeia sobre ela...?

Se você sabe, é porque a vida lhe sorri!

Sorria! Olhe para o céu! Aproveite que parou de chover um pouco... ^_^
Se estiver chovendo, não tem problema: saia e tome um banho! Lava a alma!!!
Abrace a pessoa que você gosta e que esteja do seu lado ! Se não houver tal pessoa, visualize-a!! Não se esqueça de avisá-la também, para que ela te visualize junto....
Aproveite o que tem! Agradeça o que tem! E o mais importante faça o impossível para não perder o que tem!
Três regras que aprendi nestes dias... e vou seguí-las... porque é como dizem:

"A vida... essa, sim é uma caixinha de surpresas...!"

domingo, 31 de dezembro de 2006

Feliz Ano Novo!!

Mais um ano passou... é... passou rápido!! Podemos parar e examinar o que aconteceu nesses últimos 365 dias, mas eu prefiro não pensar nisso... o que devemos fazer é olhar os próximos dias... e apenas visualizar o que queremos que esteja reservado para nós dentrtro de cada um deles... É assim que um ano feliz é feito: de esperanças...


Um Feliz 2007 a todos...

sábado, 30 de dezembro de 2006

Retrospectiva...

Talvez não dê para entender... mas essa é a minha história...

V me fez chorar pela primeira vez
C não foi nada...
D era igual
A só achou legal...
G achava que eu misturei... (mentira...)
C não deu certo por eu ser bobo... (hauhauhauhauha)
V era pedante
F não deu por eu ser lento...
C idem
D foi só platônico
S idem
H foi uma flecha errada...
R não deu por eu voltar a ser lento
L idem
L foi uma descoberta tardia...
A eu demorei demais... (isso é um problema sério!!)
J idem, mas com melhorias...
P que seja bom....


é isso...

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Saudades...

O vento sopra as incertezas para longe, enquanto a chuva lava a alma do apaixonado que espera o retorno de sua amada. Pingos grossos de chuva lavam o seu rosto e disfarçam lágrimas de saudade...
Por onde ela anda? Será que pensa nele? Será que chora de saudade? Será que a chuva que cai são as lágrimas dela?
Ah, tempo!!! Passe depressa, porque o coração desse apaixonado adoece de esperar: aperta-se, treme, grita! Volta, amada... pois sua presença é como o suave remédio pra essa dor... pq suas palavras são mel em minha boca, e seu beijo é ardencia em miha alma...

Contribuição enviada por uma de minhas inspirações... ^_^ Obrigado, Thaís!! Eu estava sem palavras...

sábado, 23 de dezembro de 2006

"Então, é Natal..."

Aiai... o Natal!!!
Época de festas, de alegria, de comemoração!!
De se estar com as pessoas queridas...

Época de agradecer pelos acontecimentos do ano... (e que ano!!!)
Agradeço por todas as coisas que me aconteceram, boas e ruins!! Pois elas sempre trouxeram novas oportunidades... novos acontecimentos...
Aiai... a vida é uma bola de neve... vocÊ junta um pouco, faz um montinho na mão... consegue controlá-la... mas no momento que você perde o controle e derruba num declive... ela aumenta de tamanho... e de velocidade... e não há nada que você possa fazer para detê-la...
Pelo menos ela serve de base para um enorme boneco de neve... ^_^

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A maldição!!!!!!

Tá certo... como tenho uma amiga que anda preguiçosa pra blogar, vou amaldiçoá-la!!!
Thaís, você foi amaldiçoada!!!

Pensamentos de um bardo

A Maldição da Entrevista!!! Meu irmão me amaldiçoou... então vou me livrar dela logo...
A banda escolhida não é uma banda, mas sim uma trilha sonora de um anime: Cowboy Bebop!!!

1. Você é homem ou mulher?
. "Why can't you, please understand /What kind of man I've got to be"

2. Descreva-se:
. Fools on parade

3. O que as pessoas acham de você?
. I know by your smile it's you.

4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
. Just leave me drinkin', in this bar tonight

5. Descreva sua atual relação com sua namorada(o) ou pretendente:
. Met a lil darlin' with the face of a star

6. Onde queria estar agora?
. The river to the Singing Sea

7. O que pensa a respeito do amor?
. I got a rainbow / In my hands...

8. Como é sua vida?
. You know the funny thing about it / I couldn't answer

9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
. Oh, it would be so nice to have some coffee together.

10. Escreva uma frase sábia:
. Let's jam

11. Agora se despeça:
. Goodbye, So long, Adieu.



Ok!!! é isso!!

por enquanto... não amaldiçoarei ninguém... ^_^

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Rio 40 Graus

Notas sobre a viagem

Doze horas depois de sair de Rio Claro, chegamos, eu e meus colegas, ao Rio de Janeiro. Fiquei, a princípio, chocado com a cidade: difícil não notar prédios caos de escritórios construídos lado-a-lado com favelas, casas de pau-a-pique e papelão...
Chegamos no final da tarde, instalam-nos em um hotel no aterro do Flamengo, este hotel era usado por Getúlio Vargas quando no Rio. Bem velho e com seus problemas estruturais sendo reparados de tempos em tempos... mas ainda possui o seu charme.
Estes dois dias foram nublados, o que não favoreceu a ida à praia. Tanto melhor: outras coisas puderam ser apreciadas, ou nem tanto, devido à correria do grupo; regra 1: nunca vá ao Rio por dois dias a trabalho esperando ver alguma coisa.
Descobri uma cantina portuguesa perto do hotel que serve os mais divinos bolinhos de bacalhau que já comi na vida!!! Acompanhado de um vinho delicioso!! Foi assim que fomos recebidos na Cidade Maravilhosa.
Fomos, então, a uma lanchonete/restaurante para jantarmos. Quando chegamos, começaram, devido ao horário, a aparecer algumas garotas de programa. Algumas crienças, inclusive!! A partir daí eu comecei a ficar mal, não estou acostumado a ver cenas como essa, tão a público!! Famílias, com crianças, passavam do lado, já acostumadas com a presença delas como cenáio comum da vida na cidade!!
Um outro lado do Rio: não é porque é noite que a cidade se torna violenta, ela é violenta a qualquer momento: seja fisicamente, com assaltos, roubos e tiroteios; como psicologicamente: a poluição visual da cidade é imensa!! por onde se olha, vê-se carros, sinais, prédios, favelas, casas, montanhas, mais prédios, mendigos, vendedores ambulantes, turistas.
Regra 2: ao ir para o Rio, não se preocupe com o visual da cidade, sempre guarde a imagem do morro da Urca e seu teleférico.
Vimos o Cristo, mas não fomos até ele... longe demais para irmos... tempo curto... mas muito bonito! Acho que sua posição mostra o porquê da cidade possuir tantos contrastes que se esbarram pelas diferenças: Ele está muito longe dali...
Outra coisa marcante é o trânsito: motoristas mal-educados por todos os lados, táxis que embicam na frente de transporte urbano, buzinas!! Mas uma engenharia de tráfego que é, ou de gênio, ou de louco! Túneis escavados em rocha pura, viadutos por cima de viadutos por cima de viadutos por cima de túneis... Trens, metrô...
Uma coisa da qual não se pode reclamar é que você chega facilmente aos lugares que interessam.
Bom... é isso: comer bem, visitar lugares bonitos, e esquecer o limite de gastos para tais coisas... regras para se visitar o Rio de Janeiro. Mesmo que ela seja uma cidade sentada em um barril de pólvora, pronta pra explodir a qualquer instante.

sábado, 2 de dezembro de 2006

Necessidade

Delícia

Aiai... Por que você fez isso? Por que me convidou? Fiquei com vontade... pena que a distância é longa...
Aiai...
Estou triste...

Estou triste porque não posso passar o tempo com você, porque não posso comer com você... nem beber do néctar sagrado que me ofereceu...
Estou chateado...

Estou chateado porque percebi o tédio e o vazio de minha vida que foi criado com a ausência de algo tão maravilhoso, de uma beleza ímpar, amarela, disforme...
Estou entediado...

Estou entediado porque eu estou pensando em o que pode ser usado como substituto... não acho nada... pena...

Vou sair e comer um...
Não é a mesma coisa...
Mas, por ora, é o suficiente...

domingo, 19 de novembro de 2006

Momento astronômico

É uma pena... não deu pra ver a chuva de meteoros lá fora... a maior dos últimos e dos próximos 33 anos...
Resta para mim apenas a imaginação, não muito difícil...
Como criar sua chuva de meteoros:
1- Imagine o céu de um azul tão profundo que quase seja negro. Difícil? Pense no dia mais triste da sua vida.
2- Salpique este fundo com pontos brilhantes multicor... Como os vários pequenos toques de alegria e sabedoria que você ouviu ou adquiriu de qualquer fonte: amigos, livros de auto-ajuda, pais, familiares... Tornando o clima mais alegre e iluminado.
3- Não há a necessidade, porém ainda que indispensável para os apaixonados, de colocar uma Lua... em qualquer fase...
4- Pense nas possibilidades futuras e mentalize como se elas estivessem se aproximando da terra para alegrar o seu coração... ponha cores, possivelmente brancas como a paz que você sente ao visualizar as chances...

Pronto!!! Você criou sua própria chuva de meteoros!!!


^_^ Foi legal...

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Pensamento solto...

Continuo procurando por algo... mas agora já não sei mais o quê.
Espero encontrar... e saber que era aquilo que eu procurava...
Às vezes seria bom se realmente tivéssemos a solidificação daquelas duas criaturinhas que ficam no ombro falando com você, porque assim a gente sentiria o chute na bunda que elas dariam ao dizer: "Acorda, idiota!!"

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

O que fazemos depois de comer....

Escrevi esse poema num desses papéis engraçados que os restaurantes põem nas mesas, nos quais vc pode escrever com palito de dente...

Daí rasguei o pedaço pra não esquecer:

Um novo sonho nasce,
Um desejo que cresce,
Uma pessoa que te abrace:
Alguém que merece.

Um beijo que enlaça,
Um corpo que aquece.
Como, de vinho, uma taça
E então a tristeza perece...

domingo, 15 de outubro de 2006

Vazio criativo...

Ok, faz já um tempo que não escrevo nada... houve um vazio criativo na minha mente que me impediu de escrever, não que eu não quisesse escrever, mas porque colocar algo aqui que eu lesse e pensasse: "porque diabos eu escrevi isso?"
Bom, nós temos estes lapsos de vez em quando. Pelo menos as pessoas normais... Naturalmente, se o tempo todo as pessoas colocassem em prática seu lado pensador, o mundo não seria como é hoje, com certeza estaríamos numa nova "Era de Ouro" como aquela da Grécia Antiga...

Como gosto da Grécia Antiga...

Bom, eu compus a um tempo atrás uma poesia concreta sobre o pensamento humano e vou deixar aqui no fim, chama-se Células Cerebrais:

Neurônios:
Morrem mais do que nascem.
Pense, pense, pense...
Morte cerebral.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Sem propósito... ^_^

Folhas caem no outono,
Fadas cantam alegres,
Põem o bardo no sono
Enquanto dançam com suas vestes...

Esvoaçantes e pirilampas
Conquistam mais seres
Para entrar em suas danças
E esquecer dos afazeres.

Ao amanhecer todas voam
E o bardo acorda descansado,
Todos esquecem o que entoam
E volta, ao dia, o marasmo...

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Martini e Lágrimas

A mulher entrou no bar sob os olhares gulosos dos freqüentadores assíduos do local. Ela usava um vestido azul, um azul tão profundo que fazia qualquer pessoa, ao olhar para ele, se distanciar do presente e se perder na imensidão das idéias em azul.

Sentou-se em um canto do balcão. Os olhares não a incomodavam; ao contrário: era o efeito que desejara. Suas formas esguias, porém curvilíneas, que preenchiam seu melhor vestido não a deixavam na mão. Curvou-se sobre o bar, com um estalo de dedos a mulher chamou o barman e, com um sorriso camuflado em seus lábios fartos e um olhar cerrado de seus olhos azuis, tão azuis quanto seu vestido, pediu:

- Um Martini.

Sua voz aveludada e meio rouca fez o barman perder o equilíbrio. Sua perna ficou bamba e ele mal conseguia se manter em pé, nem se apoiando sobre o bar, pois sua força também havia sido drenada por aquela mulher através de seu feitiço. Ele tentou se lembrar das palavras que ela citara a ele , quando conseguiu ficou envergonhado e virou-se de costas e começou a procurar pela garrafa, mais como desculpa para não olhar o conteúdo daquele vestido, que continuava debruçado sobre o balcão.

Um blues tocava ao fundo. A música a fazia lembrar de seu passado, apesar de nunca tê-lo esquecido. As noites frias que passava junto ao seu cliente favorito, ao som daquelas mesmas notas. O belo rapaz era mais velho, mas isso não importava, desde que realmente se sentisse amada, e foi o que sentira por tanto tempo que a fez largar seu modo de vida. Ela não precisava mais fazer aquilo que fizera até então, desistiu de tudo e foi procurá-lo.

Neste momento a decepção era tudo o que sentiu: ela o encontrou junto a sua mulher e filha, de três anos. Nunca tomara conhecimento do fato de ele ser casado, mesmo depois de dois anos juntos...

Procurou por seu Martini. Como não o encontrou, procurou pelo barman: ele continuava procurando pela garrafa.

- Senhor?

O pobre barman quase caiu dessa vez. Só não foi ao chão porque se apoiou na prateleira de copos. Virou-se, hesitante, para ela que, mais uma vez, repetiu:

- Um Martini. Ali.

Com sua mão perfeita, delicada, com o já conhecido azul em suas unhas, ela apontou em direção à garrafa, que estava à frente do barman, que soltou um sorriso meio sem-graça e começou a prepará-lo, tremendo, intimidado pela presença da bela mulher. Ela sorriu, seu nervosismo a lembrou de como o rapaz ficou ao vê-la se aproximando para falar-lhe na presença da esposa.

Empalideceu. Começou a olhar a sua volta, encontrou seu carro e se apoiou nele, patético. Sua mulher, ao vê-lo assim, olhou em sua direção e entendeu,, ao menos em seu ponto de vista, o caso todo.

Parou a cinco metros da família, não disse nada. Esperou o rapaz se recompor. Sorriu. Um sorriso amigável em direção à pobre esposa que agora mordia os lábios e a olhava gelidamente. Durante cinco longos minutos ninguém falou nada, exceto pela menina, que levantou a mão e disse:

-Oi.

-Bela criança. Disse ela a mãe. Quantos anos?

-Três.

-Que beleza! Três anos e tão esperta!

-É.

O rapaz se recompôs. Juntou-se a esposa e sorriu em sua direção.

-Boa tarde, Sr. Marcos! Ela falou.

-Boa tarde. O que a traz aqui? Respondeu, com um sorriso que servia, de uma maneira muito precária, para disfarçar seu nervosismo extremo.

-Estava visitando um amigo e, como estava perto ia perguntar se o senhor iria precisar de meus serviços mais tarde ou se poderia tirar folga hoje. O senhor entende, não? Preciso relaxar um pouco e como sua agenda está com poucas entradas, minha presença não será necessária...

-Está bem, eu entendo. Tire a semana de folga, eu avisarei quando deverá voltar.

Mais uma vez, ela sorriu. Olhou a esposa: estava olhando o chão e engolindo seco, mas se manteve de pé, com a criança no colo, sem sequer dar um movimento em falso. Admirável.

-Obrigada! Respondeu, voltando seus belos olhos a ele. Até mais, então.

Virou-se e foi embora, com um pé a frente do outro como se estivesse em uma passarela, de fato, todos os olhares estava sobre ela devido a sua melhor arma: o movimento de seus quadris. Ainda mais quando em uma midi-saia vermelha que mal a deixava se mover em cima de sua sandália de salto que combinava com o conjunto. Tudo isso contrastando com aquela tarde nublada de outono.

O Martini havia chegado quando ela voltou de seus devaneios. Levou a taça a boca e sorveu um pequeno gole. Procurou pelo barman: estava atendendo a outro cliente, um costumeiro, já conhecido dele. Era moreno claro e aparentava ter já os seus quarenta e tantos anos e falava muito. O barman freneticamente balançava a cabeça como se estivesse negando algo, mas ela não sabia o quê.

Examinou o local: mesas se apertavam no meio do salão escuro e esfumaçado pelos cigarros e charutos dos freqüentadores. Em uma parede a jukebox era constantemente alimentada pelas moedas de bêbados e seus pedidos tanto tristes quanto familiares a ela. A cada música, um suspiro e uma lágrima. A última remeteu ela ao dia mais triste dentre os que lembrava.

Estava em sua casa, acabara de tomar banho quando ouve uma batida conhecida à porta. Correu ao chamado. Era ele, sorridente. Certamente sua visita surtiu o efeito que esperava. Beijou-o apaixonadamente, recebendo a mesma emoção em troca, por um longo tempo. O frio seco das primeiras noites de inverno invadiu a casa e ela sentiu um arrepio por debaixo de sua toalha; eles entraram e fecharam a porta.

Na manhã seguinte, ao acordar, avistou seu amado sentado do seu lado da cama, fitando-a como nunca fizera antes. Mas seu olhar era outro: havia um ar de tristeza ao seu redor que nem seu sorriso conseguiu expulsar. Algo estava errado.

-O que foi? Perguntou, hesitante.

Ele continuou a olhá-la. A tristeza se misturou à ternura, aproximou-se dela e passou a mão em seus longos cabelos negros. O que a incomodou: seu silêncio era atemorizante.

-Querido?

Ele sorriu. Agora estava claro. Seu sorriso tentava disfarçar o nervosismo. Realmente, não conseguiria se controlar nunca em uma situação de pressão. Respirou fundo e disse tremulamente as palavras que esperava ouvir desde o encontro com sua família.

-Acho que devemos acabar aqui.

Apesar de já esperar estas palavras, nunca imaginara que a sensação de ouvi-las seria tão violenta: por um momento tudo a sua volta escureceu, seu peito ficou apertado, um zumbido passou pelo ouvido por menos de um instante, gelou. Quando voltou a si, ainda zonza, perguntou:

-Por quê?

Já sabia a resposta:

-Conversei com minha esposa. Eu quero consertar as coisas com ela. Espero que entenda... Além disso, tenho uma filha...

A mesma história que ouvia de suas amigas. Ela esperava que não fosse igual, mas estava cega. O amor a cegar, agora percebeu tudo: não devia ter misturado as coisas, seu trabalho não a permitia sentir essa emoção. Era tarde demais. Olhou para todos os lados procurando por alguma ajuda para se levantar, como não encontrou, permaneceu deitada. Abriu a boca, queria lhe dizer o quanto ele significava para ela, que ela não conseguiria respirar mais, pois era seu ar que estava indo embora... Mas nenhuma palavra saiu.

-Desculpa.

Foi a última coisa que ela escutou dele, antes de sair pela porta do quarto, sem olhar para trás. Irônico, de todo o tempo que passaram juntos este ato foi o de maior coragem que viu da parte dele. Infelizmente, não achava que era ela quem fosse vê-lo de costas pela última vez, mas o oposto. Quando percebeu que ele tinha fechado a porta da frente e saído, finalmente, desabou em um choro tão digno de pena que hoje ela ainda fica triste ao relembrá-lo.

Levou o Martini a boca mais uma vez, porém tremulamente. Dois goles, dessa vez. Sua garganta havia se fechado. Baixou os olhos como se examinasse o balcão. Passou algum tempo assim. A tristeza não passava. Bebeu o resto. Chamou o barman novamente.

Ele atendeu ao chamado e foi descobrir o que ela queria. Já se acostumara com sua presença, apesar de sentir o peito apertado perto dela.

-Sim?

-Outro.

Desta vez, ela não levantou a cabeça, não sorriu, não olhou para ele. Algo estava errado. Preparou mais um Martini. Colocou-o sobre o balcão, tentando descobrir o que acontecera. Uma lágrima escorria pelo lado esquerdo de seu rosto. Engoliu seco.

-Aqui está. Por conta da casa.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Uma Mensagem?

Existem dias que fazem a gente querer parar o tempo... Dias maravilhosos que, se não na realidade, pelo menos em nossa lembrança permanecerão vivos pelo resto da vida... Hoje foi um deles...


Não tenho palavras para descrever a alegria de ter reencontrrado uma pessoa tão importante em minha vida, uma alma caridosa e tão cheia de vida, mesmo em seus apuros mais temerosos, de tempos remotos...
Uma pessoa marcante no pequeno período de tempo que permanecemos na realidade desta nossa dimensão de existência, e que, talvez, faça valer sua presença em possíveis vidas futuras ou passadas... Alguém de coração aberto para nossas alegrias e tristezas, e que sabe confiar nas pessoas certas, também... ^_^
Palavras de esperança foram as que ouvi saírem dela, palavras boas, mornas, aconchegantes...


Por isso, agradeço por esse dia... Mais uma vez eu tenho a certeza de que Ele se utiliza dos instrumentos certos...



Ao nos separarmos, chorei... de saudades... agradeço por isso também... há meses que gostaria de chorar e não conseguia...

Com forças renovadas voltei para minha cidade...
Não foi como gostaria que fosse...
Ao ver o objeto de meus sonhos com outra pessoa me fez sentir uma dor tão forte quanto a que senti num dia terrível de verdades descobertas a alguns anos... gelei, parei de respirar, e um peso em meus ombros apareceu... desde então, meus olhos voltaram a ter aquele jeito cansado de alguns dias atrás...

Minha alegria se foi...

Mas, dessa vez, não consegui chorar...

Talvez eu saiba o que houve hoje. Talvez eu já soubesse que isso fosse acontecer. Talvez eu não quisesse aceitar isso...
A única verdade é que dói...


E, depois da dor.... a única coisa que consigo sentir ao final desse dia... é o vazio...



Espero que minha amiga esteja melhor...